Com informações de Victor Maciel, da Agência Saúde (texto editado)

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a ofertar à população os medicamentos Alfaelosulfase e Galsulfase para o tratamento dos pacientes com Mucopolissacaridose, tipos IV e VI, respectivamente. O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União (DOU), da última quinta-feira (20/12), uma portaria que incorpora os insumos na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais ao SUS (Rename). A nova aquisição deve estar disponível aos pacientes nas unidades públicas de saúde de todo o país em até 180 dias.

A Mucopolissacaridose consiste em um distúrbio genético, que afeta a produção de enzimas, substâncias fundamentais para diversos processos químicos em nosso organismo. A doença não tem cura, mas um tratamento adequado é capaz de reduzir complicações e sintomas, assim como impedir o seu agravamento.

A expectativa é de que o medicamento Alfaelosulfase possa atender a 153 pacientes, de todo o país, que possuem o tipo IV de Mucopolissacaridose. Já o Galsulfase deve ser utilizado por 183 pacientes com o tipo VI da doença. Além desses dois tipos, a doença apresenta outros quatro estágios. Por isso, em junho deste ano, o Ministério da Saúde incorporou os medicamentos Laronidase e Idursulfase Alfa para o tratamento de Mucopolissacaridose tipos I e II.

A decisão de incorporar esses dois medicamentos ao SUS veio após discussão de profissionais da saúde e especialistas que compõem a Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias ao SUS (Conitec), sobre a possibilidade de benefícios clínicos destes dois insumos. Além disso, também foi levado em conta as observações e sugestões da população, sendo a maioria de pacientes e familiares dos portadores da doença.