Com informações do Cidacs/Fiocruz Bahia

Cerca de 4.500 pessoas morrem todos os dias, no mundo, vítima da tuberculose. A doenças ainda é mais mortal no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Na próxima terça-feira, dia 21 de maio, o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) vai discutir esse grave problema de saúde pública sob o viés da Economia da Saúde e dos processos migratórios. O evento é aberto ao público e será realizado no auditório do Tecnocentro, a partir das 14h.

O Cidacs receberá a doutora em Economia da Saúde Noêmia Teixeira pela London School Hygiene & Tropical Medicine (LSHTM), e atualmente atua na Universidade de Liverpool. O objetivo desse seminário é mostrar experiências de implantação de busca ativa de casos de tuberculose no Nepal e Vietnam e mostrar resultados preliminares de avaliações econômicas conduzidas sob a perspectiva do paciente e sistema de saúde, considerando as premissas da OMS de diminuir o impacto até 2020.

A pesquisa que Teixeira irá apresentar mostram os custos da busca ativa por meio de investigação de contatos sociais e familiares. Além disso, a pesquisadora vai falar  do uso de novas tecnologias, tais como drones e wise pills (caixa de medicamento que sinalizam que foram abertas ao sistema de saúde).

Migração

Para falar dos aspectos da migração e tuberculose, a pós-doutoranda Júlia Pescarini, epidemiologista pela Universidade de São Paulo (USP), falará sobre a pesquisa que realizou durante seu doutorado, que avaliou o potencial impacto da corrente migratória de sul-americanos no padrão de transmissão da Tuberculose no Município de São Paulo e o risco de recrudescimento da doença em brasileiros.

O trabalho de Júlia fez parte do relatório da Comissão UCL-The Lancet de Migração e Saúde lançado internacional e nacionalmente em dezembro de 2018. O documento traz as evidências sobre os impactos da migração no mundo, sobretudo no aspecto da saúde e mostrou que os migrantes não são vetores de doenças.