Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nos últimos 90 dias, o Brasil registrou 3.906 casos confirmados de sarampo no país, aumento de 17% (567 casos) em relação ao último dado divulgado (12.09). Os dados estão no novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado na última quinta-feira (19). O Pará passou a integrar a lista de 16 estados com transmissão ativa da doença, totalizando agora 17. Com o objetivo de reforçar as ações de imunização para o controle do surto e a interrupção da cadeia de transmissão do sarampo, a pasta liberou, nesta semana, um total de R$ 10,5 milhões para os estados com surto ativo da doença.

De acordo com o novo boletim, a maior parte dos casos, 97,5%, permanece concentrada em 153 municípios de São Paulo, principalmente na região metropolitana. O atual boletim apresenta, ainda, 20.485 casos em investigação e 4.134 que foram descartados. Permanece o registro de quatro óbitos em todo o país.

Os casos confirmados nesse período representam 87% do total no ano de 2019. A maioria dos registros está em São Paulo (3.807), seguido do Rio de Janeiro (19), Pernambuco (15), Minas Gerais (13), Santa Catarina (12), Paraná (9), Rio Grande do Sul (7), Maranhão (4), Goiás (4), Rio Grande do Norte (4), Distrito Federal (3), Pará (2), Mato Grosso do Sul (2), Piauí (2), Espírito Santo (1), Bahia (1) e Sergipe (1).

O sarampo é uma doença viral aguda similar a uma infecção do trato respiratório superior. É grave, principalmente em crianças menores de cinco anos, desnutridos e imunodeprimidos. A transmissão do vírus ocorre a partir de gotículas de pessoas doentes ao espirrar, tossir, falar ou respirar próximo de pessoas sem imunidade contra o vírus sarampo.

Apesar da faixa etária de 20 a 29 anos apresentar o maior número de casos confirmados registrados, a incidência de casos em menores de 1 ano é 8 vezes maior em relação à população em geral. Também é nessa faixa que ocorrem os casos mais graves e óbitos. A cada 100 mil habitantes, 55 crianças nessa faixa etária obtiveram confirmação para o sarampo. A segunda faixa etária mais atingida é de 1 a 4 anos. Neste ano, dos quatro óbitos por sarampo, registrados, três ocorreram em menores de 1 ano de idade; e um óbito em um indivíduo de 42 anos. Nenhum dos quatro casos eram vacinados contra a doença.