Foto: Lucas Moitinho/ASCOM UFBA

As pesquisas desenvolvidas pelo Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da UFBA orientam importantes decisões políticas e programas de saúde no Brasil e no mundo. Os cursos de doutorado, mestrado acadêmico, mestrado profissional e de graduação também acumulam notas máximas de avaliações. Para celebrar esses 25 anos de conquistas, o ISC realizou na última sexta-feira (4), no Salão Nobre da Reitoria, uma programação especial de aniversário, que contou com a presença de professores, estudantes, servidores técnico-administrativos da universidade, membros da sociedade científica e parlamentares.

Também foi lançada a Websérie “Eu e o ISC”, que tem o objetivo de valorizar a participação daqueles que ajudaram a consolidar o papel do Instituto no campo da saúde coletiva. A cada capítulo, a produção vai trazer depoimentos de professores, estudantes e funcionários em diferentes temas.

A abertura do evento foi dedicada à cerimônia de outorga do título de Professor Emérito ao acadêmico Maurício Barreto, um dos principais articuladores no processo de criação do Instituto. O título é especialmente oferecido a professores que tenham uma produção relevante para a UFBA e para a sociedade. “O brilho de Maurício Barreto é também a tradução da força desse Instituto, uma representação da mais refinada produção acadêmica universitária”, declarou o reitor João Carlos Salles, durante a solenidade. (Leia mais aqui)

“Saúde, democracia e civilização”

Esse foi o tema da palestra realizada pelo professor Jairnilson Paim (ISC/UFBA) e pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, como parte das comemorações pelos 25 anos do Instituto de Saúde Coletiva.

Um dos membros mais atuantes do movimento da Reforma Sanitária no Brasil e na defesa do SUS, Jairnilson Paim destacou as principais reformas na área da saúde ao longo da história e o cenário atual diante dos ataques à democracia. “A civilização que nos querem roubar precisa ser defendida e retomada”, afirmou.

O professor também falou sobre a atuação da saúde coletiva, que coloca em evidência o social, e o papel da universidade na criação de alternativas que possam propor mudanças pensadas pela pesquisa e reflexão teórica. “O que queremos para saúde é o que queremos para a sociedade brasileira”.

Nísia Trindade enfatizou o momento de instabilidade para o futuro das universidades públicas brasileiras, para a ciência e tecnologia. “É nosso papel divulgar as pesquisas que possam contribuir para um país soberano, um país com justiça social, em que civilização seja igual à democracia e não a sua negação”, declarou.

Após a palestra, os professores aposentados receberam uma homenagem especial pelo papel que desempenharam desde a fundação do ISC. “Você é sujeito na construção do Instituto de Saúde Coletiva. Utopia que se tornou realidade pelo trabalho criativo, coletivo e fundamentado nos princípios e valores democráticos, pela saúde e por uma sociedade mais justa”, dizia a inscrição da placa entregue aos fundadores.

Websérie “Eu e o ISC”

Para comemorar os 25 anos, o Instituto de Saúde Coletiva também lançou a Websérie “Eu e o ISC”. O objetivo é valorizar a participação daqueles que ajudaram a consolidar o papel do Instituto no campo da saúde coletiva. A cada capítulo, a produção vai trazer depoimentos de professores, estudantes e funcionários em diferentes temas abordados.

A websérie é produzida pelo Laboratório de Audiovisual do ISC. O roteiro é elaborado pelo jornalista Egberto Siqueira, com imagens e edição de Robério Lopes e videografismo de Gilson Rabelo, Anannda Meneses e Cath Gomes. No total, serão exibidos 10 vídeos, com diferentes temáticas, desde a fundação até os principais estudos que colocaram o ISC no cenário internacional da saúde coletiva.

O primeiro vídeo, já disponível, mostra o discurso histórico do médico sanitarista Sérgio Arouca, que marcou a 8ª Conferência Nacional de Saúde no ano de 1986. Interpretado agora por Priscila Lima, estudante de graduação do ISC, o vídeo transporta para 2019 as reflexões sobre o direto à saúde e o papel do Estado, lançadas por Arouca décadas atrás, mas que ainda são tão atuais quanto necessárias.

O pensamento do sanitarista, que ajudou a inspirar a fundação do Instituto, é um convite para o internauta conhecer de perto a história do ISC, pautada na excelência acadêmica e no compromisso social, ao longo de 25 anos.