Foto: Arquivo/Agência Brasil

O mais recente estudo liderado pelo Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), que aponta o impacto das medidas de austeridade fiscal nos índices de mortalidade do Brasil pelos próximos anos, é destaque na imprensa de todo o país. A pesquisa foi publicada no último sábado (27) na coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, e no portal de notícias GGN, veículo representado pelo jornalista Luis Nassif. O estudo também foi matéria no portal de notícias Correio e reproduzido em diversas plataformas.

A pesquisa é resultado de uma parceria com a Universidade de Stanford e do Imperial College de Londres. De acordo com os dados projetados, a redução da cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF), com a hipotética extinção do Programa Mais Médicos, elevaria as taxas de mortalidade prematura (antes dos 70 anos) por causas sensíveis à atenção primaria no país em 8,6% até 2030. Isso equivale a um aumento de mortes de quase 50.000 pessoas para o período em questão.

Cabe ressaltar que se adicionada a mortalidade em menores de cinco anos nesse cenário, como mostra outro estudo dos mesmos autores, que será publicado em breve, o número de óbitos prematuros evitáveis poderia chegar a um total de quase 100.000 mortes até 2030.