Debater técnicas para tratar o câncer a partir de sequenciamento genético, reduzir a mortalidade dos pacientes e alertar sobre a possibilidade de desenvolver câncer com anos de antecedência. Esse foi o objetivo do seminário “Medicina de precisão contra o câncer”, promovido pela Folha de São Paulo no dia 29 de agosto. O evento contou com a presença do professor e pesquisador Jorge Iriart (ISC/UFBA), que destacou a desigualdade de acesso às novas tecnologias para pacientes com câncer no setor público.

Responsável por uma pesquisa que avalia o impacto de novos tratamentos na sociedade, realizada através de entrevistas com oncologistas e pacientes, o professor confirmou a frustração dos médicos durante os atendimentos. “Pacientes do SUS e de hospitais privados têm as mesmas necessidades, mas no sistema público não têm acesso às novas tecnologias. A desigualdade é motivo de muita frustração”, disse.

Jorge Iriart também criticou o descumprimento da lei dos 60 dias, prazo estipulado para o paciente com câncer iniciar o tratamento no SUS, a partir da data do diagnóstico. “Isso prejudica as chances de cura do paciente”, observou.

O professor destacou ainda a entrada de medicamentos de alto custo no mercado, mas com baixo benefício. “Está acontecendo no mundo todo, é um problema também para países desenvolvidos. Eles se perguntam até quando vão conseguir pagar US$ 100 mil ao ano [com essas drogas]”.

Para assistir ao vídeo com a discussão completa do seminário “Medicina de precisão contra o câncer”, clique aqui.