Inicio Conheça o ISC/UFBA

Conheça o ISC/UFBA

Apresentação

O Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) é um centro de formação avançada que busca desenvolver uma perspectiva inovadora de ensino na área de Saúde Coletiva. Seu modelo de gestão flexível é organizado por programas integrados de pesquisa e cooperação técnica. Essa estrutura matricial propicia a interdisciplinaridade e a articulação permanente com docentes, pesquisadores, profissionais de diversas unidades da UFBA e instituições como organizações não governamentais, secretarias estaduais e municipais de saúde, ministérios, organizações nacionais e internacionais na área de saúde, além de diversos centros de pesquisa no Brasil e no exterior.

Objetivos

  • Formar docentes, pesquisadores e quadros técnicos em Saúde Coletiva;
  • Produzir conhecimentos no campo científico e tecnológico da Saúde Coletiva, a partir dos seus eixos disciplinares fundamentais: Epidemiologia, Planificação & Gestão e Ciências Sociais em Saúde;
  • Fomentar projetos de geração e aplicação de tecnologia e de cooperação técnica nas áreas de interesse da Saúde Coletiva;
  • Aperfeiçoar a formação em Saúde Coletiva nos cursos de graduação da área de Saúde.

Currículo Institucional (PT-BR)

Curriculum Institucional (ESP)

Institucional Curriculum (ENG)

Plano Diretor 2014-2023

Desenho Institucional

O ISC tem uma estrutura matricial baseada em programas integrados de pesquisa, ensino e cooperação técnica, envolvendo docentes, pesquisadores e alunos de pós-graduação e graduação. A gestão institucional é exercida por uma Congregação, que inclui os coordenadores dos colegiados, responsáveis pelas atividades acadêmicas, e os outros dirigentes da unidade. Em termos de gestão, a busca por agilidade, leveza e flexibilidade é o objetivo do instituto. As atividades-meio são executadas por uma estrutura de apoio institucional compartilhada, coordenada por uma gerência administrativa de programas e projetos.

Administração

• Diretora
Isabela Cardoso de Matos Pinto

• Vice-Diretora
Darci Neves dos Santos

• Coordenadora do Conselho Técnico Científico
Rosana Aquino Guimarães Pereira

• Chefe de Departamento de Saúde Coletiva I
Darci Neves dos Santos

• Vice-Chefe de Departamento de Saúde Coletiva I
Ana Luiza Queiroz Vilasbôas

• Coordenador do Colegiado de Atividades de Pós-Graduação
Luis Eugenio Portela Fernandes de Souza

• Vice-Coordenador do Colegiado de Atividades de Pós-Graduação
Marcelo Pfeiffer Castellanos

• Coordenadora do Colegiado de Atividades de Graduação
Liliana Santos

• Vice-Coordenadora do Colegiado de Atividades de Graduação
Maria Ligia Rangel Santos

• Representantes no Conselho Acadêmico de Ensino da UFBA
Cristiane Abdon Nunes (Titular)
Litza Andrade Cunha (Suplente)

• Representantes no Conselho Acadêmico de Pesquisa e Extensão da UFBA
Mariluce Karla Bomfim de Souza (Titular)
Clarice Santos Mota (Suplente)

• Representantes dos Funcionários ISC
Sônia Malheiros, Italva Macedo, Maria Christina de Souza e Maria Oliveira

Congregação

• Diretora
Isabela Cardoso de Matos Pinto

• Vice-Diretora
Darci Neves dos Santos

• Conselho Técnico Científico
Rosana Aquino Guimarães Pereira

• Programa Integrado de Pesquisa e Cooperação Técnica em Saúde Ambiental e do Trabalhador – PISAT
Vilma Souza Santana

• Programa Integrado de Pesquisa e Cooperação Técnica em Economia, Tecnologia e Inovação em Saúde – PECS
Luis Eugenio Portela Fernandes de Souza

• Programa Integrado de Pesquisa e Cooperação Técnica em Gênero e Saúde – MUSA
Estela Maria Motta Lima Leão de Aquino

• Programa Integrado em Epidemiologia e Avaliação de Impactos na Saúde das Populações
Susan Martins Pereira

• Programa Integrado de Pesquisa e Cooperação Técnica em Planejamento, Gestão & Avaliação em Saúde
Jairnilson Silva Paim e Lígia Maria Vieira da Silva

• Programa Integrado de Pesquisa e Cooperação Técnica em Ensino e Vigilância Sanitária – PROVISA
Ediná Alves Costa

• Programa Integrado de Pesquisa e Cooperação Técnica em Comunidade, Família e Saúde – FA-SA
Leny Alves Bomfim Trad

• Programa Integrado de Pesquisa e Cooperação Técnica em Formação e Avaliação da Atenção Básica (GRAB)
Maria Guadalupe Medina

• Representantes Estudantis na Congregação
– Graduação: Catarina Santos Leite (Titular)
– Pós-Graduação: Aline Palmeira (Titular), Letícia Azevedo (Titular), Tiago Bahia (Suplente) e Emmy Paixão (Suplente)

• Representantes dos Funcionários ISC na Congregação
Maria Oliveira (Suplente), Italva Macedo (Titular)

Composição do Colegiado do Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva

• Coordenador
Luis Eugenio Portela Fernandes de Souza

• Vice-Coordenador
Marcelo Pfeiffer Castellanos

• Coordenador do Programa do Mestrado Profissional em Saúde Coletiva
Marcelo Pfeiffer Castellanos

• Membros:
Eduardo Luiz Andrade Mota
Jorge Alberto Bernstein Iriart
Marcelo Pfeiffer Castellanos
Maria Guadalupe Medina
Maria Inês Costa Dourado
Mônica de Oliveira Nunes

• Representantes Discentes:
Mariana Ramos Pitta Lima (Titular Doutorado)
Janaina Braga de Paiva (Titular Mestrado)
Grey Yuliet Ceballos Garcia (Suplente Mestrando)
Andrea Lougbecker (Suplente Doutorado)

Composição do Colegiado do Curso de Graduação em Saúde Coletiva

• Coordenadora
Liliana Santos

• Vice-Coordenadora
Maria Ligia Rangel Santos

• Membros:
Ana Cristina Souto
Catharina Leite Matos Soares
Liliana Santos
Litza Andrade Cunha
Monique Azevedo Esperidião
Sheila Maria Alvim de Matos

• Representantes Discentes:
Caique de Moura Costa (Titular)
Priscila Lima Oliveira (Titular)
Letícia Gomes de Souza (Suplente)
Monica Sacramento Souza (Suplente)

• Representante Técnico-Administrativo:

Diego de Oliveira Cerqueira

Histórico

A proposta contemporânea de construção de um novo paradigma para a investigação em saúde e de uma nova prática sanitária no contexto de uma sociedade em crise e em transição, no final do século XX, constitui a “utopia concreta” onde se insere a criação do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA.

As origens do ISC situam-se na experiência de ensino, pesquisa e extensão desenvolvida em 20 anos de Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina (Famed) da UFBA. Nesse processo, foi se configurando a necessidade de um “salto organizativo e político-institucional” que permitisse o pleno exercício das atividades de investigação, formação de pessoal e cooperação técnica interinstitucional, articuladas ao processo de transformações políticas, organizacionais e operativas do sistema de saúde brasileiro, especialmente na região nordeste do país, em particular, na Bahia.

O processo de constituição do ISC envolveu um conjunto de lideranças universitárias, contando com o apoio de representantes do movimento sanitário em nível nacional, gerando a elaboração de propostas sucessivamente aprovadas em todas as instâncias deliberativas da UFBA, culminando com o reconhecimento pelo Conselho Nacional de Educação, em maio de 1995.

O Campo da Saúde Coletiva

Saúde Coletiva é uma expressão que designa um campo de saber e de práticas referido à saúde como fenômeno social e, portanto, de interesse público. As origens do movimento de constituição deste campo remontam ao trabalho teórico e político empreendido pelos docentes e pesquisadores de departamentos de instituições universitárias e de escolas de Saúde Pública da América Latina e do Brasil, em particular, ao longo das duas últimas décadas.

A crítica aos sucessivos movimentos de reforma em saúde, originários da Europa e dos Estados Unidos, como os da Saúde Pública e Higiene, Medicina Preventiva, Medicina Comunitária, Medicina de Família e Atenção Primária à Saúde, delineou progressivamente o objeto de investigação e práticas em Saúde Coletiva, que compreende as seguintes dimensões:

  • O estado de saúde da população, isto é, condições de saúde de grupos populacionais específicos e tendências gerais do ponto de vista epidemiológico, demográfico, socioeconômico e cultural;
  • Os serviços de saúde, abrangendo o estudo do processo de trabalho em saúde, investigações sobre a organização social dos serviços e a formulação e implementação de políticas de saúde, bem como a avaliação de planos, programas e tecnologia utilizada na atenção à saúde;
  • O saber sobre a saúde, incluindo investigações históricas, sociológicas, antropológicas e epistemológicas sobre a produção de conhecimentos neste campo e sobre as relações entre o saber “científico” e as concepções e práticas populares de saúde, influenciadas pelas tradições, crenças e cultura de modo geral.

O movimento da Saúde Coletiva

O trabalho teórico e empírico no campo da Saúde Coletiva, desenvolvido em instituições acadêmicas, deu suporte a um movimento político iniciado em meados dos anos 70, em torno da crise da saúde, no contexto das lutas pela democratização do país. Esse movimento difundiu-se a centros de estudos, associações profissionais, sindicatos de trabalhadores, organizações comunitárias, religiosas e partidos políticos, contribuindo para a formulação e execução de um conjunto de mudanças identificadas como a Reforma Sanitária Brasileira.

As proposições desse movimento incluem uma profunda modificação na concepção de saúde e seu entendimento como direito de cidadania e dever do Estado. Postula mudanças no modelo gerencial, organizativo e operativo do sistema de serviços de saúde, na formação e capacitação de pessoal no setor, no desenvolvimento científico e tecnológico nesta área e, principalmente, nos níveis de consciência sanitária e de participação crítica e criativa dos diversos atores sociais no processo de reorientação das políticas econômicas e sociais no país, tendo em vista a melhoria dos níveis de vida e a redução das desigualdades sociais.

Do ponto de vista do SABER, a Saúde Coletiva se articula em um tripé interdisciplinar composto pela Epidemiologia, Administração e Planejamento em Saúde e Ciências Sociais em Saúde, com um enfoque transdisciplinar, que envolve disciplinas auxiliares como a Demografia, Estatística, Ecologia, Geografia, Antropologia, Economia, Sociologia, História e Ciências Políticas, entre outras.

Enquanto PRÁTICA, a Saúde Coletiva propõe um novo modo de organização do processo de trabalho em saúde que enfatiza a promoção da saúde, a prevenção de riscos e agravos, a reorientação da assistência a doentes, e a melhoria da qualidade de vida, privilegiando mudanças nos modos de vida e nas relações entre os sujeitos sociais envolvidos no cuidado à saúde da população.