Foto 1: Mauro Akin Nassor/CORREIO / Foto 2: Marina Silva/CORREIO.

Neste sábado (27), o jornal Correio apresenta uma série de reportagens especiais com 20 pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) que estão entre os maiores do Brasil. Chamada de “Cérebros da UFBA”, a série é assinada pela jornalista Thaís Borges e destaca os bolsistas de produtividade 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). No seleto grupo de pesquisadores, dois são professores do Instituto de Saúde Coletiva: Jairnilson Paim e Maurício Barreto.

Com 50 anos de vida acadêmica, o professor Jairnilsom Paim dedicou a carreira ao estudo do Sistema Único de Saúde, tornando-se referência na área. É autor do best-seller “O que é SUS”, publicado em 2009, com mais de 15 mil exemplares e sete reimpressões em pouco mais de uma década.

Da graduação em Medicina até chegar ao ponto mais alto da carreira científica no CNPq, toda a trajetória do professor esteve ligada à UFBA. “Tudo que fiz foi na UFBA a partir da UFBA. Eu não fiz nenhum curso no exterior. Não falo isso por soberba; falo para expressar minha gratidão. Tudo que eu sou e fiz foi pela UFBA”, disse à reportagem.

A produção de Jairnilson Paim pode ser traduzida em 163 artigos completos publicados em periódicos e 14 livros publicados. No total, foram 33 mestres orientados (inclusive o ex-reitor Naomar de Almeida Filho) e 15 doutores formados.

A série também apresenta a carreira de Maurício Barreto, médico e docente da UFBA há quase quatro décadas. Ele é professor permanente do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva do ISC/UFBA e coordenador do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia). Recentemente, foi responsável pela criação da Rede CoVida, um projeto de produção, seleção e divulgação científica com foco na Covid-19.

A reportagem aponta o impacto dos trabalhos de Barreto nas áreas de epidemiologia e saúde coletiva em todo o mundo: “da Universidade de Londres à Fiocruz Bahia; do Ministério da Saúde à Organização Mundial da Saúde (OMS)”, destaca o texto.

No total, são mais de 500 publicações, entre livros e artigos em periódicos nacionais e internacionais. Para ele, o prestígio na carreira tem um significado importante também para a UFBA. “O prestígio está dividido com esse vínculo. Acho que a universidade é muito baseada em pessoas. Claro que tem a estrutura, mas uma das coisas mais importantes e centrais é a contribuição que as pessoas dão”, disse ao Correio.

As reportagens também podem ser acessadas na versão on-line do jornal através dos links abaixo.

Jairnilson Paim: o médico pesquisador que decidiu cuidar do SUS

Maurício Barreto: o epidemiologista que está na linha de frente dos estudos sobre covid-19