Complexo hospitalar Universitário Professor Edgard Santos (Hupes-UFBA/Ebserh)

Com informações da Ascom/Hupes

Chiado e aperto no peito, falta de ar, tosse, despertar noturno, excesso de muco ou catarro e dificuldade para realizar algumas tarefas. Esses são alguns dos sintomas de pessoas que têm uma das condições crônicas mais comuns do mundo: a asma. Trata-se de uma doença crônica que prejudica a rotina e a qualidade de vida dos portadores. No Brasil, a asma é a 4ª principal causa de internação com mais de 140.000 hospitalizações por ano e 2.177 mortes no Brasil, em 2017, de acordo com o Datasus.

O Complexo hospitalar Universitário Professor Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia e vinculado à Rede Ebeserh (Hupes-UFBA/Ebserh) é um dos hospitais de referência na Bahia no tratamento da doença. Atualmente, há em torno de 500 pacientes cadastrados em tratamento, dos quais cerca de 50 estão no estágio máximo da asma.

A doença requer tratamento à base de corticoides além do uso imunibiológicos – medicação mais sofisticada e aplicada em paciente que estão em estágios mais avançados da asma. No entanto, a pneumologista Tatiana Galvão, uma das médicas responsáveis pelo ambulatório de asma do Hupes, explica que medidas preventivas da doença são bastante eficazes para se evitar crises. “Muitas vezes, os pacientes negligenciam os sintomas e não fazem o tratamento adequado. Quando isso acontece e a crise é grave, o risco é enorme. Métodos simples de prevenção como capas anti-ácaros para travesseiros e controle ambiental podem ser determinantes no combate à doença”, disse.

Além das medidas preventivas, a médica ainda cita as vacinas para gripe e pneumonia, por exemplo, como formas de prevenir a asma. Mesmo seguindo todas as recomendações médicas, algumas pessoas com asma têm maior dificuldade em controlar os sintomas da doença. Isso pode variar de acordo com a gravidade, sendo a asma grave a que requer maior quantidade de medicação para conseguir ser controlada. “A maioria dos pacientes respondem bem ao tratamento, mas há uma porcentagem que desenvolve a asma mais grave. O quadro vai piorando, e a pessoa tem mais crises e não responde ao tratamento utilizado nos primeiros estágios da doença”, explica a pneumologista.

SERVIÇO:

O Hupes atende casos moderados e graves de asma. O paciente com sintomas da doença deve procurar uma Unidade Básica de saúde. Caso seja detectada a necessidade de um tratamento mais complexo, o paciente poderá ser encaminhado, via regulação, ao Hupes.

O atendimento no ambulatório de asma do Hupes acontece às quintas-feiras, no período da tarde.