O novo boletim da Rede CoVida – Ciência, Informação e Solidariedade – traz os resultados do estudo “Saúde do trabalhador: riscos e vulnerabilidades”. A publicação destaca como a pandemia, em tempos de Reforma Trabalhista, aumenta os riscos para a saúde dos trabalhadores brasileiros.

Segundo o Boletim CoVida #6, os profissionais da saúde que trabalham diretamente com os pacientes representam a categoria com maior risco de desenvolver a covid-19, além de trabalhadores de lavanderia e higienização hospitalar, cuidadores, maqueiros e outros da equipe de apoio, como motoristas de ambulância, recepcionistas de hospitais, funcionários de laboratórios, e trabalhadores de necrotérios, funerárias e cemitérios.

O estudo mostra também que o risco de morrer pode ser superior em outras ocupações, comparando com o trabalho na saúde. Ou seja, outros determinantes estão relacionados à mortalidade, e não apenas a maior exposição ao vírus.

A esse contexto se somam a desigualdade social marcada, a pobreza existente no Brasil, a reforma trabalhista de 2017 e a Medida Provisória 936, que autoriza suspensão do contrato de trabalho e redução de salário e jornada. Maioria no setor informal e em setores considerados não-essenciais, homens e mulheres negros também estão entre os trabalhadores mais vulneráveis.

“A resposta efetiva à pandemia implica no reconhecimento das diferenças na vulnerabilidade de gênero relacionadas à exposição ao vírus, acesso à proteção e tratamento, adoecimento e morte, bem como políticas de proteção social e segurança”, destacam as autoras no estudo. O Boletim CoVida traz ainda recomendações para os gestores sobre como agir no enfrentamento à pandemia e contenção dos sintomas nos trabalhadores. 

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